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Clarice arrumou-se toda. Perfumou-se, penteou os cabelos, pintou os lábios num tom sereno, colocou vestido de flores e colares que lhe deixavam com a leveza de uma hippie (e se achava muito linda assim)...
Clarice preparou até mesmo um poema, que daria de presente. Mas a noite não lhe fora amiga novamente, ou quis pregar-lhe uma nova peça: não encontrou na festa refrigerante que lhe adoçasse, não havia um prato de comida que lhe forrasse o estômago tonto, e não encontrou um coração quente que lhe afagasse o coração. Clarice quis chorar. Mas, quem se importaria?
A culpa não foi sua. Eu juro, foi sem intenção. Clarice perdeu-se sem rumo e sem mapa na estrada noturna, e quando chegou já era tarde. Clarice mais uma vez tropeçou no destino... ou no acaso? Lamentou não ter saído antes do ocaso...
Só de pensar que deixou de ouvir um violino encantado para ir àquele lugar, Clarice enlouquece. Mas ela ainda não sabe prever os acontecimentos.
Mas Clarice não desiste. Clarice irá ao teatro... e o teatro sempre lhe transborda o coração de calor. Clarice será feliz... ao menos por uma hora e meia.
criado por talitanr
02:04:10