O novo CD da Fábrica da Arte

Depois de tanto tempo, só poderia atualizar este blog com uma novidade mais que bela.
No dia 10 de novembro foi lançado o terceiro CD da banda araçatubense Fábrica da Arte, que leva o nome "O Tempo e a Estrada". O disco comemora os dez anos da banda, trazendo 10 músicas inéditas mais 9 selecionadas do primeiro e do segundo trabalho.
O show de lançamento aconteceu no teatro da Unip (Araçatuba), que estava lotado de gente que sabe apreciar a boa música e a boa arte que a Fábrica faz.
Sempre me emociono nos shows da Fábrica, porque sou fã desses meninos, tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Admiro suas posturas no trabalho e na vida. E dessa vez essa emoção teve uma outra soma.
Foi com muito prazer e alegria que recebi o convite do Paulinho e do Márcio para participar, junto com outras feras raras da nossa música (como Cézar Menezes e Carla Camargo) , da gravação de suas canções Água do Fruto e Diferente. E depois veio o convite para participar também do show. E lá fui eu. Eu, em cima daquele palco lindo, cantando com a Fábrica e os convidados ilustres! Momento lindo, fantástico, poético, sonoríssimo, intenso, sublime... Uma energia 100% iluminada e positiva vibrava ali. Parecia uma família enorme de músicos, técnicos, convidados, público e amigos.
E é claro que não poderia me esquecer da incrível performance da queridíssima contadora de histórias e professora de artes Tânia Antunes, qe declamou um texto do Mário de Andrade que agradou e emocionou muito todo mundo. E também as participações das artistas plásticas Renata Madeira, Márcia Porto e Fernanda Russo, que nos brindaram logo na entrada do teatro com belíssimas obras. Só gente talentosa e bacana.
Paulinho, Márcio, Pepa, Pedro, Querô e também o Rico (sempre Fabricante): muito obrigada por este momento de luz e integração musical. Meu espírito está em estado de graça permanente!
O cd O TEMPO E A ESTRADA está à venda nos seguintes locais:
Woodstock CD - Araçatuba Shopping - fone 3624-4351
C & C CDs - Rua Humaitá, 1200 - anexo Coopbanc - fone 3623-4868
Supermercados Passarelli - Av. Araçás, 2201 - fone 3636-1515
QUER SABER MAIS SOBRE A FÁBRICA DA ARTE?
Acesse www.fabricadaarte.com
Olá, pessoas!
Gostaria de pedir desculpas pela desatualização aqui. Devido a algumas mudanças na minha vida, agora vou conseguir atualizar o Musicíssima com menos freqüência.
Peço a vocês que passam por aqui às vezes que não me abandonem e tenham paciência! Afinal, as mudanças virão para o bem!
Recadinhos:
À FAMÍLIA
Se não fossem vocês, eu seria um nada. Amor pra sempre. Gratidão eterna. Saudades.
AOS AMIGOS
Quero agradecer o apoio e o carinho sinceros de todos os meus amigos queridos, lindos, que amo demais... Como é bom ter pessoas quer nos permitem mostrar a alma. Amizades verdadeiras são raras mesmo, e a gente leva pela eternidade... Já estou com saudades.
Um poema (poeta) quando é presente
um poema, para o poeta
é algo de extrema preciosidade
para ler um poema, deve-se ser, no mínimo,
poemável
quando o poeta oferta um poema em mãos
o poeta joga uma isca
o poeta doa-se
o poeta escancara-se
o poeta fica nu
e o poeta, quando oferece um poema,
já pede, sem palavra sonora,
uma resposta
o poeta não quer que esse seu leitor único dê nota dez pelo seu desempenho literário
não quer sucesso na mídia
não quer prêmio de edição
não quer badalação
ele quer a data e o itinerário
do encontro das palavras
do abraço
ou uma simples satisfação que tenha a ver com sentimentalidades
Clarice é uma das mulheres mais corajosas que conheço. Mas ela não gosta de admitir isso. Ela esconde. Ela se esconde.
Clarice tem medo das pessoas, do mundo (sempre acha que esse mundo não é o lugar certo pra ela... e talvez não seja mesmo).
Clarice faz coisas que admiro. Por exemplo, seu modo de tentar expressar amor é tão bonito, e até engraçado. Ela se atrapalha com essa coisa de demonstração de sentimentos. E pode ser que os outros não a compreendam.
Ela se finge de forte, mas é desabável. Ela tenta fingir ser fatal, mas nunca consegue. Clarice é um desastre quando que ser "tigresa". Não fica natural. Mas ela é a melhor quando é apenas ela mesma. E é aí que "tirou meu chapéu" . Porque, quando ela tem coragem de ser ela mesma, por mais maluquices que ela faça, as pessoas verdadeiras a amam; porque sua naturalidade é seu imã mais infinito.
Há tantas coisas pra se dizer de Clarice...

Filha de peixe grande, Mart’nália ainda surpreende. O artista tem de ter carisma, tem de conquistar as pessoas transbordando amor à arte, carinho e simpatia. E isso ela tem de sobra, além do timbre de voz, grave e muito agradável, diferente. E ela tem também uma coisa cheia toda de ginga e de naturalidade.
Comprei essa semana o cd “Mart’nália – Ao vivo em Berlim”, o terceiro álbum solo da moça; foi uma caça difícil aqui em Araçatuba, mas finalmente encontrei. O cd tem clássicos do samba, como Sonho meu, Carvalho e Alguém me avisou (de Dona Ivone Lara), Sem compromisso (de Geraldo Pereira), e também músicas mais “jovens”, como Celeuma e Fato consumado, de Djavan e Cabide, de Ana Carolina.
E além de toda simpatia e beleza na voz, ela compõe. Benditas é uma parceria entre Mart’nália e Zélia Duncan. Além da parceria com Zélia, há parcerias com Moska, na versão de Res´t la Maloya , e com Mombaça, em Chega, Entretanto e Pretinhosidade.
Também há canções do pai, Martinho (Nas Águas de Amaralina e Renascer das Cinzas), de Caetano Veloso (Menino do Rio e a lindíssima Pé do meu samba), além de Estácio Holly Estácio, de Luiz Melodia, e Deixa a menina, de Chico Buarque.
Fazem parte do disco ainda Pra Mart´nália (Fred Camacho / Jorge Agrião), Boto Meu Povo na Rua (Arlindo Cruz / Acyr Marques / Ronaldinho), e as deliciosas Casa 1 da Vila (Monsueto / Flora Matos) , Tiro ao Álvaro (Adoniran Barbosa /Oswaldo Molles) , Formosa (Vinicius de Moraes / Baden Powell), Todo Menino é um Rei (Nelson Rufino e Zé Luiz do Império) e Vazio (Nelson Rufino).
O espetáculo foi gravado no dia 16 de junho de 2006, na Casa das Culturas do Mundo (Hans Der Kulturen Der Welt), na capital alemã, durante a Copa da Cultura – evento realizado pelo Ministério da Cultura do Brasil em parceria com a Casa das Culturas do Mundo e Instituto Goethe da Alemanha. O selo é o Quitanda, selo de Maria Bethânia dentro da Biscoito Fino.
(Leia mais no site da Biscoito Fino)
Ficha técnica
“Mart’nália – Ao vivo em Berlim”
BISCOITO FINO
Direção Geral: Maria Bethânia e Kati Almeida Braga
Direção Artística: Maria Bethânia
Produção: Pedro Seiler
Assistente: Renata Mader